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Pioneirismo da Bertolini ganha nova dimensão

| Transportes Bertolini

A perspectiva de se produzir dirigíveis no Brasil teve inspiração na Amazônia e seus processos logísticos. O Exército Brasileiro foi a primeira instituição brasileira a interessar-se pelos dirigíveis, ainda em meados da década de 1990. As pesquisas iniciais, assim como a primeira listagem de requisitos operacionais básicos (ROB) foi estabelecida pelo EB. Segundo Marcelo Felippes, diretor Comercial da Airship do Brasil, a Força Terrestre liderou a condução do projeto, até 2004, quando foi assinado um memorando de entendimentos criando uma sociedade de propósito específico, que reuniu várias empresas, além do próprio Exército, para, efetivamente, investirem no projeto.

A Transportes Bertolini, especializada em serviços de transporte e logística nesta região, foi pioneira na adesão a este projeto, do qual o Exército já não participa. Porém Felippes, que é coronel da reserva do Exército, explica que os militares mantém o interesse no seu desenvolvimento, pois haverá grande ganho de qualidade no atendimento às necessidades logísticas do Exército na Amazônia, especialmente no atendimento a seus pelotões de fronteira, a partir da operacionalização de dirigíveis de carga. O diretor da Airship destaca que o Exército deverá ser um cliente prioritário na utilização de serviços do dirigível.

A Transportes Bertolini, no mês em que a Airship do Brasil- ADB completa dez anos de existência, concluiu as negociações de aquisição da participação acionária da Engevix , passando a ter todo o controle de 100% da empresa.

A ADB está sediada em São Carlos-SP. Seu principal projeto é a construção de um dirigível, no modelo dos antigos "zepelins", para 30 ton de carga.

Os dirigíveis, tecnologicamente falando, são conceituados como equipamentos "Mais Leves que o Ar". Trata-se de uma tecnologia inovadora capaz de propiciar transporte na Amazônia em condições diferenciadas, pois não dependem de rodovias, hidrovias e mesmo de aeroportos.

O primeiro dirigível cargueiro (ADB-3-30 - 30 toneladas) está sendo projetado para o transporte de cargas de baixa densidade (cargas de alto valor agregado), com pouco peso e grandes volumes, em função da necessidade de estarem acondicionados por embalagens grandes. Dirigíveis de maior capacidade (de 100 até 300 toneladas) futuramente poderão ser empregados no mercado de cargas graneleiras, inclusive com a possibilidade de realização de transporte tipo ponto-a-ponto (da lavoura para o navio, por exemplo).

"Mesmo não sendo ainda possível calcular o custo de produção de um dirigível, pode-se afirmar de que será uma aeronave bem mais barata que as mais pesadas que o ar (aviões) da mesma categoria de carga.

Além disso, seus custos operacionais serão muito inferiores, tanto em relação a aviões, como em relação a helicópteros, aos quais o dirigível poderá substituir com facilidade, seja pelos aspectos técnicos, seja pela grande diferença favorável em relação ao custeio comparativamente a uma eronave de asa rotativa" ressalta Felippes, ao tecer considerações sobre a viabilidade econômica da operação destes equipamentos.


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