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Greve na Suframa

| Transportes Bertolini

Servidores da Suframa vistoriam tudo o que passa pela alfândega. Greve paralizou 40 mil toneladas em produtos e prejuízo das transportadoras chega a R$ 19 milhões.

Uma greve de fiscais na Zona Franca de Manaus tem produzido prejuízos para fabricantes e comerciantes.

A superintendência da Zona Franca de Manaus, a Suframa, é responsável por vistoriar as mercadorias que entram na cidade pelo porto ou aeroporto. É onde estão produtos já prontos, fabricados na Zona Franca, ou materiais vindos de outros lugares, necessários para as linhas de produção locais.

Os servidores da Suframa têm a missão de vistoriar tudo o que passa pela alfândega. O objetivo é evitar que não haja irregularidade nos benefícios fiscais concedidos na Zona Franca.

Há mais de um mês, uma greve de servidores da Suframa tem atrasado o trabalho de vistoria.

Com a greve, estão paradas 40 mil toneladas em produtos. Só para as transportadoras o prejuízo soma R$ 19 milhões e já falta espaço para guardar tanta carreta carregada.

Já os representantes das indústrias da Zona Franca afirmam que os prejuízos chegam a R$ 300 milhões por dia.

"Essas empresas passam a sofrer a cada dia a redução desses estoques vindo a parar se esse movimento perdurar por mais tempo", declara Wilson Périco, presidente do CIEAM.

Entre as reivindicações dos grevistas estão o aumento salarial e a reestruturação das carreiras. Ainda não houve acordo entre a Suframa e o movimento grevista, que mantém 30% dos funcionários trabalhando.

O impasse também preocupa os comerciantes da Zona Franca que estão com um número cada vez menor de produtos para vender.

¿Isso pode propiciar de imediato a redução da arrecadação do ICMS e, em um segundo momento, demissão de funcionários¿, afirma Roberto Tadros, presidente da Fecomércio-AM.

No porto, uma outra preocupação: mesmo quando a greve terminar, será preciso esperar algum tempo até que tudo volte ao normal. "O prejuízo aumenta, porque quando essa situação se regularizar eu ainda vou ter 30 dias de trabalho, no mínimo, para poder entregar todas estas cargas que estão paradas aí", diz Jefferson Belasque, gerente operacional da transportadora.

Fonte: http://g1.globo.com